Novidades   Contactos   
       
 
Junta de Freguesia de Espinhel
Freguesia de Espinhel  |  Localização  |  Historial  |  Património   |  Colectividades   
 


História da Freguesia

A Freguesia de Espinhel, situada a cerca de 5 km da sede do Município, faz parte integrante do Concelho de Águeda, desde a sua constituição em 1834, na sequência da reforma administrativa, que extinguiu os antigos forais como órgãos autárquicos, em consequência dos efeitos da revolução liberal de 1820.

Ocupando um território com aproximadamente 15 Km2 de área, esta Freguesia integra as povoações de Casaínho de Baixo, Casal de Álvaro, Espinhel, Oronhe, Paradela, Piedade e a pequena localidade dos Vascos. Os limites geográficos da Freguesia de Espinhel confrontam com um total de 8 freguesias, dos Municípios de Águeda e Oliveira do Bairro, o que constitui um máximo regional:

Norte - Óis da Ribeira e Travassô;
Sul - Recardães, Barrô e Oliveira do Bairro;
Nascente - Águeda e Recardães;
Poente - Oiã e Fermentelos.

Em termos de toponímia, Espinhel poderá vir do Latim vulgar spinum, que significa “espinho”, havendo registos de outras antigas grafias, como por exemplo: Spinitello, Spinelle, Spinel, Spiel.

Espinhel, Paradela e Oronhe, como povoações mais antigas da Freguesia, aparecem mencionadas em documentos que remontam à época da primeira reconquista cristã, no século IX, constando também estas localidades de uma relação de terras próximas do antigo foral de Recardães, com datação do ano de 982, conforme o “Inventário de Portugal”, nº IV, de Nogueira Gonçalves. O Rei D. Afonso IV, o Bravo, que reinou entre os anos de 1325 e 1357, integrou Espinhel no dote real para o casamento da Infanta D. Maria com D. Fernando de Aragão.

Com um complexo território montanhoso de arenito vermelho dos períodos geológicos do Triássico e do Cretácico, com cobertura de saibros do Jurássico, de florestação abundante, intercalando com vales sedimentares de férteis aluviões, a origem de Espinhel perde-se na bruma do tempo, tendo sido Vila rural romana, devido a situar-se dentro das rotas militares e comerciais, bem como à fertilidade da terra e à abundância de água, pela sua natureza fortemente ribeirinha.

Mais tarde, devido à preponderância de Espinhel na organização militar medieval da região, onde a hegemonia do guerreiro Cavaleiro Vilão ditava a lei com o fio da espada e a ponta das lanças, lançadas pelos seus servos da gleba, aproveitou tal facto às forças portucalenses comandadas por D. Afonso Henriques, o fundador da Nacionalidade, que aqui estacionaram e onde prepararam o avanço para a conquista de Montemor e Coimbra. À falta de fortificações militares na região, como são os Castelos, a morfologia geográfica local muito acidentada de montes e rios, ofereceu aos conquistadores as necessárias linhas de defesa natural. Na circunstância, o alojamento real esteve situado na povoação de Oronhe, situada na margem direita do rio Águeda. Segundo um cronista da época, situa aqui uma curiosa relação do nosso primeiro rei, com a mulher de um comandante das suas tropas, fazendo jus à sua fama de ter tanto de valentia como de mulherengo …

Como consequência da importância em termos de história, das rotas e capacidade militar, dos recursos agrícolas e florestais, bem como da abundância em materiais de construção usados na época, Espinhel teve atribuído Comenda Real e depois foi constituído Vigararia da poderosa Casa de Bragança, onde possuía a Quinta das Lágrimas local, que hospedava periodicamente membros da realeza, com destaque para os Reis D. Manuel I e D. Luís. Esta herdade real funcionava como extensão da famosa e trágica Quinta das Lágrimas de Coimbra, onde foi assassinada D. Inês de Castro no ano de 1355.

A antiga Vila de Casal de Álvaro, foi sede de foral concedido por D. Manuel I em 10 de Setembro de 1514. Também D. Manuel I atribuiu ainda a Espinhel carta de foral.

A dimensão territorial espinhelense de outrora, foi muito maior que actualmente, nomeadamente quando se estendia para além do rio Cértima, pela actual Freguesia de Oiã e até ao Troviscal, cujas áreas foram desbravadas e povoadas a partir de Espinhel, após o avanço para Sul das forças portucalenses, sendo Perrães [deriva de "pé rans”, ou seja “ao pé de rãs”] o primeiro povoado ali criado.

Depois de séculos de vida em comum, Oiã separou-se de Espinhel em 1798.

Nomes Ilustres da Historiografia    Nomes Ilustres

   História da Freguesia
   Ordenação Heráldica
   Interpretação Heráldica
   Tradições
   Património Histórico
      Ferraz de Macedo
      Eng. Tavares da Silva
      Arcebispo de Braga